Showing posts with label O que é o cancro?. Show all posts
Showing posts with label O que é o cancro?. Show all posts

Saturday, May 12, 2007

Introdução ao Cancro

São muitas as doenças que, actualmente, afectam milhões de pessoas por todo o mundo. Muitas delas são facilmente curáveis ao contrário de outras que, infelizmente, são fatais, causando aumentos significativos nas taxas de mortalidade de cada país. Em Portugal, são várias as doenças para as quais os técnicos de saúde não têm, ainda, resolução. Esta situação transmite-se nos elevados números de certas doenças no nosso país.
As doenças, de um modo geral, podem ser divididas em três grandes grupos:

As doenças degenerativas e inflamatórias levam à multiplicação e perca de tecidos de órgãos. Enquanto que as neoplásicas (neo – novo + plasia – tecido) dão origem a tecidos novos. As neoplásicas podem dar origem a dois tipos de tecidos: os benignos e os malignos, sendo ambos designados por tumores. Apesar de serem tumores, as neoplasias benignas não afectam o organismo. Já os tumores malignos afectam o mesmo, levando muitas vezes à morte do indivíduo portador.

Através deste trabalho, pretende-se fornecer todos os esclarecimentos que se consideram fulcrais sobre as neoplasias malignas, também designadas por cancro, uma das doenças que mais mortes causa em Portugal, e também no mundo, e para a qual há, ainda, muitas dúvidas e incertezas junto da comunidade médico-científica. Contudo, e segundo o Professor Manuel Sobrinho Simões, a investigação no cancro e noutras áreas tem vindo a desenvolver-se “ Nós temos, hoje, áreas de investigação em ciências da saúde, em que somos tão bons como os bons países europeus, o que temos é menos gente, menos massa critica, menos tradição de avaliação e menos sustentabilidade de investimentos

É importante começar por distinguir tumor benigno de tumor maligno. Um tumor benigno é apenas um conjunto de células que se divide de forma anormal, não tendo estas capacidade invasiva, nem de se espalharem por metástases (alteração de posição de uma célula cancerosa, deixando o tumor inicial para se instalar e proliferar numa outra célula para outro local no corpo do portador), estando muitas vezes cobertos por uma cápsula que faz com que não consigam espalhar-se pelo corpo. Entende-se por tumor maligno a um conjunto muito heterogéneo e multifactorial (resultado de vários factores ambientais e genéticos, por exemplo) de doenças que têm em comum o facto de apresentarem sempre o crescimento (maior ou menor, dependendo dos casos) de um tecido neoformado.

Friday, May 11, 2007

Tipos de Cancro

Incidindo-se este trabalho nas neoplasias malignas, importa dividir os vários tipos de cancro. São eles:

Sarcoma – É o nome pelo qual se designam os cancros que afectam as células epiteliais do corpo (como a pele, glândulas mucosas). Este tipo de cancro representa cerca de 80% de todos os cancros.
Carcinoma - Este tipo de cancro dá-se em tecidos como ossos, ligamentos e músculos, tecidos conjuntivos/ligação
Leucemia - Este cancro localiza-se no sangue com um aumento considerável dos glóbulos brancos, nomeadamente os leucócitos. Caracteriza-se também por não existir o tumor propriamente dito uma vez que este cancro se localiza no sangue.
Linfoma – À semelhança da leucemia, o linfoma também se caracteriza por ser um crescimento anormal de glóbulos brancos, mas neste caso dos linfócitos que se encontram no sistema linfático (é um sistema paralelo ao sistema circulatório, sendo um sistema imunitário do organismo, constituído por 99% de glóbulos brancos – linfócitos-, não tendo na sua constituição glóbulos vermelhos). Os linfomas podem ainda dividir em não Hodgkin e Hodgkin.

Estes quatro tipos de cancro caracterizam-se por uma divisão e crescimento anormal das células. São caracterizadas também pela perca de funcionalidade/especialização, para que estavam inicialmente programadas.

Thursday, May 10, 2007

Formação e multiplicação de um cancro

Salientando anteriormente os vários tipos de tumores malignos que existem, é de referir a sua formação.
Todos estes tipos cancros são causados por mutações nos genes (portanto génicas), causadas por factores externos, físicos ou químicos, como radiações (de várias gamas) e diversas toxinas e químicos. Estes agentes que desencadeiam todo o processo de formação do cancro chamam-se agentes carcinogéneos. Estes activam proto-oncogenes, genes que estão normalmente inactivos e que têm a capacidade de estimular o crescimento celular, e que após a mutação passam a designar-se por oncogenes, cuja função é estimular a divisão das células, podendo surgir um tumor. Podem, também, desactivar os designados genes supressores tumorais, cuja função consiste na inibição da divisão celular. Estes genes, os proto-oncogenes e os genes supressores tumorais têm como principal função manter estável a divisão celular, de acordo com as necessidades do organismo.


Na fase de progressão ou promoção, a última fase, existe um factor que não é em si um carcinogénio, mas ajuda ao estímulo do crescimento das células.
Em cada momento, cada organismo pluricelular é o resultado de um equilíbrio que se gere entre proliferação celular e a morte programada das muitas células que se dividem por dia no organismo humano. A morte destas células pode ocorrer por dois fenómenos distintos: a Apoptose e a Necrose.


Necrose – as células morrem devido a acção de substâncias tóxicas ou à falta de nutrientes essenciais. Apesar de manterem o núcleo intacto, aumentam de volume, rompe-se a membrana plasmática e verte-se o conteúdo da célula para o meio extracelular, causando uma pequena inflamação. É o resultado de, por exemplo, quimioterapia.
Apoptose – ocorre um conjunto de fenómenos programados geneticamente e que levam a morte da célula. Quando as células apresentam anomalias, sobretudo genéticas (como as células malignas), ou já não são necessárias ao organismo (como as células que existem no espaço interdigitais no desenvolvimento do embrião humano), desencadeia-se através de mecanismos determinados geneticamente e comuns a maioria das células, um conjunto de fenómenos que conduzem a um verdadeiro “suicídio” celular. A célula começa por se isolar das células vizinhas, compactando quer o citoplasma quer a cromatina. Seguidamente uma enzima (endonuclease) fragmenta o DNA em pequenas unidades e a célula fragmenta-se em pequenas porções sem que ocorra ruptura e, portanto, resposta inflamatória.



Num tecido normal a divisão celular é contrabalançada pela apoptose. Quando este equilíbrio se rompe pode surgir um cancro.
As mutações, atrás referidas, que ocorrem sobre os genes supressores tumorais e os proto-oncogenes podem ser transmitidas hereditariamente ou ocorrer esporadicamente.

Wednesday, May 9, 2007

Cancro hereditário e esporádico

As mutações, atrás referidas, que ocorrem sobre os genes supressores tumorais e os proto-oncogenes podem ser transmitidas hereditariamente ou ocorrer esporadicamente.

Uma família de cancro hereditário pode apresentar vários indivíduos com o mesmo tipo(s) de cancro(s) relacionados em idades mais jovens (geralmente antes dos 50 anos). Além disso, podem existir indivíduos com mais de um tipo de cancro (por exemplo: cancro do cólon num sobrevivente de cancro da mama, cancro bilateral ou cancro multifocal (isto é dois ou mais cancros no mesmo órgão como por exemplo dois cancros do cólon separados).

Para entender o que é um cancro hereditário é necessário que se entenda o conceito de hereditariedade.
A semelhança que existe entre pais e filhos é reconhecida desde há milhares de anos. Aos poucos, foi reconhecido que essas semelhanças, determinadas pelo parentesco, não se limitavam à aparência física, mas respondiam ao funcionamento de todo o organismo: aptidões físicas e intelectuais, temperamento e preferências gastronómicas repetiam-se dentro de uma mesma família. A transmissão de características para cada nova geração recebeu o nome de hereditariedade.
Entretanto, as explicações sobre a hereditariedade só começaram a ser apresentadas há poucos séculos, desenvolvendo-se dentro de uma ciência chamada Genética.
As características pessoais são transmitidas aos filhos em combinações sempre diferentes, cada um dos pais contribuindo com metade das informações necessárias para a formação de um novo ser vivo. Essas informações estão armazenadas no núcleo das células, em estruturas denominadas cromossomas.
Nos cromossomas, sequências de ácido desoxirribonucleico (DNA) formam genes, que orientam a produção das proteínas pelas células.
Na fusão dos gâmetas (espermatozóide e óvulo), cada um deles com 23 cromossomas, uma nova célula é criada, com 46 cromossomas. Essa célula, chamada ovo, irá desenvolver-se como embrião, no interior do útero materno. Assim, um novo indivíduo é sempre formado a partir da combinação do material genético dos seus pais. A transmissão dessas informações através das gerações é denominada herança genética.
As famílias de cancro hereditário apresentam geralmente casos de cancro em duas ou mais gerações consecutivas, com padrão de transmissão autossómico dominante. Por outras palavras, quando um dos progenitores tem uma predisposição hereditária para cancro, cada um dos seus filhos tem 50% de possibilidades de herdar essa predisposição.
Os indivíduos que herdarem a predisposição têm um risco elevado de vir a desenvolver o(s) cancro(s) associado(s), enquanto que os familiares que não herdarem essa predisposição não apresentam um risco de desenvolver cancro superior ao da população em geral. Nestes casos, o teste genético é geralmente benéfico já que pode determinar quais são os indivíduos com um risco aumentado. Na maioria dos casos, é importante fazer em primeiro lugar o teste genético a um dos indivíduos com cancro, para identificar a mutação genética responsável, e em seguida testar os familiares não afectados.

No caso de se tratar de um cancro esporádico, a mutação ocorre devido a factores ambientais. Assim, tal como a palavra o indica, ocorre “por acaso”.
No caso de famílias com um caso de cancro na família, afectando um indivíduo de idade relativamente avançada, diz-se que se trata de uma situação esporádica. Por outras palavras, não se observa um padrão de transmissão hereditário e, geralmente, apenas um ou dois elementos da família apresentam cancro na faixa etária em que essa ocorrência é mais provável (indivíduos idosos). Neste caso os familiares não apresentam um risco aumentado de desenvolvimento de cancro, não sendo recomendada a realização de teste genético.

Pode ainda existir uma divisão noutro tipo de cancro, designada por cancro familiar. No caso de uma família com um número de casos de cancro superior ao esperado, se essa ocorrência se devesse exclusivamente ao acaso, mas sem as características típicas do cancro hereditário, diz-se tratar-se de uma situação de “cancro familiar”. Por outras palavras, trata-se de famílias com um número elevado de casos de cancro em idades relativamente avançadas, mas sem as características típicas do cancro hereditário. Esta situação poderá ser o resultado de predisposição genética, a partilha de um estilo de vida semelhante, e a exposição comum a determinados factores ambientais. Geralmente, nas situações de cancro familiar, os familiares mais próximos de indivíduos afectados apresentam um pequeno aumento no risco de vir a desenvolver cancro, não sendo nestes casos de grande benefício a realização de teste genético

Tuesday, May 8, 2007

De onde vem o nome cancro?

Cancro é uma palavra derivada do acusativo latino “CANCRUM” que quer dizer caranguejo. A comparação do cancro com o caranguejo, feita pelos médicos da Antiguidade, é baseada no aspecto que certos cancros, já adiantados, apresentam, isto é, uma massa central com raízes ou pernas à sua volta, dando ainda a impressão que as dores provocadas são semelhantes à mordedura ou fechar violento das pinças ou “navalhas” do caranguejo.

Monday, May 7, 2007

Cancrofobia

Medo intenso de contrair cancro, desproporcionado em relação ao risco real, a ponto de o comportamento do paciente e o seu estilo de vida serem significativamente alterados por esta preocupação. Em vez da atenção e atitudes preventivas gerais que todos devemos ter (por exemplo, deixar de fumar), o cancrófobo adopta um comportamento extremista (prolongados rituais de higiene, fuga aos contactos sociais, hábitos alimentares bizarros), característico dos doentes obsessivo compulsivos. Se tem alguns sintomas banais (por exemplo, problemas de pele, obstipação ou tosse), fica imediatamente convencido de que são os sinais de um cancro, o que desencadeia uma angústia extrema que pode levar a crises de pânico. A psicoterapia pode ser benéfica nestes casos.