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Friday, April 13, 2007

Estrutura normal do cólon

O sistema digestivo dos humanos é constituído por diversos componentes dos quais os intestinos, grosso e delgado. Assim, o cólon é uma das porções do intestino grosso, a par com o recto, e nele que pode aparecer um tumor maligno.
O cólon é constituído por quatro partes: o cólon ascendente (ou direito), o transverso, o descendente (ou esquerdo) e o sigmóide.
cólon direito
sigmóideO cólon é um tubo muscular com um revestimento mucoso interno lubrificado. A camada mais externa, chamada camada serosa, é uma membrana resistente e fibrosa com uma superfície exterior lisa. Esta membrana protege o cólon de lesões quando os movimentos intestinais o pressionam contra a parede abdominal.
Outra camada, também constituinte do cólon, é de origem muscular, sendo constituída por três faixas que têm como principal função ajudar na passagem do conteúdo intestinal ao longo do cólon. Por dentro desta camada muscular encontra-se uma terceira camada, a submucosa, composta por tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e vasos linfáticos. A camada mais interior é a mucosa, que contém numerosas glândulas tubulares, produtoras de mucos que auxiliam na passagem do material digerido ao longo do cólon.
Uma das principais diferenças entre o cólon (e o resto do intestino grosso) e o intestino delgado é o facto de um primeiro não possuir vilosidades intestinais na sua mucosa, destinadas a uma maior absorção dos nutrientes.
As principais funções do cólon são absorver água, bem como uma pequena quantidade de sais minerais, do material digerido e concentrar os resíduos não digeríveis para expulsá-los sob a forma de fezes.

Thursday, April 12, 2007

O que é o cancro do cólon?

O cancro do cólon caracteriza-se pela presença de células neoplásicas (malignas) ao nível da mucosa de uma porção do intestino grosso, o cólon. O cancro surge quando as células da mucosa intestinal, em resultado de mutações ao nível dos genes que regulam o crescimento celular, perdem a capacidade de controlar a sua divisão, fazendo esta de forma descontrolada.
O cancro do cólon pode apresentar localizar-se em diversas zonas do intestino grosso, como o cólon direito, cólon esquerdo ou recto. Muitos dos casos de cancro do cólon surgem a partir de um pólipo benigno, termo que mais à frente trataremos, e só alguns é que acabam por degenerar em cancro, sendo que esta evolução dura entre 5 a 10 anos. O cancro do cólon menos frequente, segundo investigadores do IPATIMUP, ocorre no cólon esquerdo/descendente.
Também no cancro do cólon é possível que haja metastizações, isto é, as células poderão atingir os órgãos próximos do intestino grosso, como os seus gânglios linfáticos, fígado e pulmões.

Wednesday, April 11, 2007

Evolução do cancro do cólon

A evolução do cancro do cólon dá-se ao longo de quatro fases, a partir do aparecimento de pequenos agregados celulares, que surgem no revestimento interno do intestino grosso, designados por pólipos adenomatosos. A sobrevivência dos doentes com cancro do cólon depende muitas vezes do estado de evolução do tumor. Assim, as quatro fases do cancro do cólon são:

Estádio A – a sobrevivência do doente quando o seu tumor se encontra neste estádio é de 90 a 100%. Nesta fase é possível verificar que as células malignas se dividem ao longo da mucosa intestinal, contudo, limitadas apenas a esta.

Estádio B – nesta fase de cancro do cólon, o tumor infiltra toda a parede intestinal, não se verificando a invasão dos gânglios linfáticos próximos deste órgão. O doente tem uma taxa de sobrevivência de 55 a 85% quando o tumor é diagnosticado neste estádio

Estádio C – a sobrevivência dos doentes para o qual o seu tumor é diagnosticado neste estado é estimada entre 10 a 50%. Esta fase caracteriza-se por haver a invasão das células malignas aos gânglios linfáticos existentes na proximidade do intestino.

Estádio D – também chamado o estádio da doença metástica, pode-se verificar a metastização das células malignas, que como já foi referido anteriormente, pode atingir órgãos como o fígado (o mais frequente) e pulmões. A sobrevivência para os doentes cujo tumor se encontra neste estádio é de 6 a 12 meses.
Assim, é possível verificar que o estádio do tumor esta directamente relacionado com a taxa de sobrevivência dos doentes, sendo por isso, de referir novamente o quão importante é um diagnostico precoce para que os cancros sejam “travados” nos estádios iniciais A ou B cuja percentagem de cura ultrapassa os 50%.

Tuesday, April 10, 2007

Sintomas do cancro do cólon

O cancro do cólon caracteriza-se por ter um desenvolvimento lento e levar muito tempo a determinar o aparecimento de quaisquer sintomas. Quando surgem as queixas o tumor já se encontra, frequentemente, num estádio avançado, limitando as possibilidades de intervenção terapêutica com intenção de cura. Os sintomas dependem do tipo de tumor, da sua localização e extensão. Dependo da localização do tumor tem-se:

- O cólon direito/ascendente tem um grande diâmetro e contém fezes líquidas. Um tumor no cólon direito raramente causa obstrução intestinal, podendo atingir uma dimensão que seja perceptível até na palpação abdominal. Para cancro localizados no cólon direito há, geralmente, queixas de cansaço e fraqueza, decorrentes da anemia que geralmente acompanha este tipo de tumor e alteração dos hábitos intestinais, que se caracterizam por períodos de obstipação alternados com diarreia.

- O cólon esquerdo/descendente tem um diâmetro menor e contém fezes sólidas. Um tumor no cólon esquerdo condiciona, geralmente, obstrução intestinal precoce, hemorragias e dor com carácter esporádico e forte que se sente na parte inferior esquerda do abdómen.

- No cancro do recto, o sintoma mais frequente é a hemorragia no decorrer de uma evacuação, ou seja perda de sangue e por vezes de muco. São comuns as queixas de perda de peso, dor e desconforto na zona do estômago e a sensação de defecação incompleta.

Monday, April 9, 2007

Causas do cancro do cólon

- Pólipos

Os pólipos podem ser considerados um dos factores de risco para o aparecimento do cancro do cólon. Assim, entende-se como pólipo um agregado celular que se desenvolve na parede do intestino, geralmente não canceroso, isto é, os pólipos podem não representar tumores (neoplasias) nem malignos nem benignos, podendo ter diversos tamanhos (desde 1mm a 2-3 cm), podendo até as dimensões destes obstruir o intestino. O mais habitual é que os pólipos tendam a desenvolver-se no recto e no segmento inferior do intestino grosso. É pouco provável que se desenvolvam mais acima.









É possível fazer uma divisão dos vários tipos de pólipos, tendo em conta a sua morfologia microscópica. Esta divisão está presente no seguinte quadro:





No nosso trabalho incidirá apenas sobre os pólipos neoplásicos.
Os adenomas – pólipos neoplásicos, referidos no quadro – são tumores benignos que podem evoluir para cancro. No entanto, nem todos os adenomas do cólon evoluem para cancro, embora praticamente todos os cancros do cólon nascem de um pólipo adenomatoso.
É possível estabelecer uma relação com a idade que um pólipo permanece no intestino e a sua evolução, bem como com o seu tamanho – quanto maior é um pólipo, maior a probabilidade de uma pessoa desenvolver cancro do cólon. Assim, calcula-se que 3% dos pólipos com 1 cm de diâmetro se transformam em cancro ao fim de 5 anos, 8% ao fim de 10 anos e 24% ao fim de 20 anos. Por estes números é possível concluir que a maior parte dos pólipos adenomatosos permanecem estáveis, nunca evoluem para cancro, e alguns até podem regridir.
A natureza dos pólipos só é conhecida depois de o examinar ao microscópio. Como não é possível saber se um pólipo vai evoluir ou não para cancro é necessário remove-los. Não é frequente encontrar pólipos solitários; encontram-se normalmente 2, 3 e mais pólipos, mais ou menos, afastados uns dos outros. Se o número de pólipos é elevado - várias dezenas -, estamos perante uma polipose. Estes revestem o intestino grosso e o recto.
As polipose são afecções raras, algumas são mesmo muito pouco comuns. Entre elas temos três relativamente raras: Polipose Adenomatose Familiar, Síndrome de Peutz-Jeghers e Síndroma de Gardner, que passamos a descrever:


Poplipose Adenomatose Familiar (PAF) - É uma doença hereditária autossómica dominante, onde aparecem no cólon centenas ou milhares de pólipos que são adenomas (tumores benignos). O gene responsável pela doença é o gene APC (Adenomatous Poliposis Coli) localizado no cromossoma 5, cuja descoberta pertence a duas equipas de cientistas (na Universidade de Johns Hopkins, Baltimore, e na Universidade de Salt Lake City, Utah, EUA).


A descoberta do gene APC significa que, através de uma simples colheita de sangue é possível determinar se um filho de um portador de PAF tem ou não um gene APC anormal, e se irá desenvolver a doença. Os resultados desteS testes, no caso de se confirmar o seu valor, irão influenciar profundamente o programa de vigilância dos indivíduos que se encontrem em risco de desenvolver esta doença. Tomemos como exemplo uma pessoa que:



- não tem um gene APC anormal, os seus exames do intestino poderão ser mais espaçados ou até abandonados.



- tem um gene APC anormal, então o médico deverá estar mais atendo e programar exames anuais ao cólon para que a doença seja detectada o mais cedo possível.


Na Polipose Adenomatose Familiar os pólipos aparecem aos 16 anos de idade e, senão for removido o cólon (a colectomia profilática – referida em TRATAMENTOS - faz-se aos 18 - 20 anos) o cancro aparece pelos 50 anos.


Grande parte das pessoas com PAF além dos pólipos do cólon tem pólipos no estômago (50%) e no duodeno (90%) mas estes pólipos, sobretudo os do estômago raramente malignizam.
Em anexo está uma árvore genealógica que retrata a situação de uma família com Polipose Adenomatose Familiar.


Como é que esta doença se transmite hereditariamente?



As pessoas que sofrem desta doença têm 50% de hipóteses de transmitir a doença aos seus filhos. Esta transmitir vai ocorrer mesmo que a pessoa afectada tenha realizado uma remoção preventiva do cólon, pois sendo esta doença hereditária está presente em todas as células do seu descendente – desde que herdem a doença.
Actualmente já está disponível uma consulta de Risco Familiar no Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, em que é possível fazer um aconselhamento genético, altamente recomendado para doentes com PAF que planeiem ter filhos. Esse aconselhamento deve ser obtido antes da gravidez.




A síndroma de Gardner é um tipo de polipose hereditária em que vários tipos de tumores não cancerosos aparecem em qualquer parte do corpo e no intestino. Tal como os outros tipos de polipose familiar, envolve um alto risco de cancro do cólon.

A síndroma de Peutz-Jeghers é um problema hereditário em que pequenas formações chamadas pólipos juvenis aparecem no estômago, no intestino delgado e no intestino grosso, podendo atingir grandes dimensões que podem ser causadores de hemorragia – tendo neste ultimo caso de se recorrer cirurgias repetidas. Pode-se nascer com estes pólipos ou então eles podem desenvolver-se durante a infância. As pessoas afectadas com a síndroma têm a pele e as membranas mucosas de cor escura – castanhas, pretas ou azuis -, sobretudo a mucosa dos lábios e das gengivas. Os pólipos não aumentam o risco de cancro no percurso gastrointestinal. No entanto, as pessoas com a síndroma de Peutz-Jeghers correm um risco acrescido de cancro do pâncreas, da mama, do pulmão, do ovário e do útero. É uma doença muito rara descrita pela primeira vez em 1921 por J.L.A. Peutz e posteriormente em 1949 por H. Jegers. Desde 1998 que sabemos que o gene afectado se localiza no cromossoma 19.

Alimentação


O desenvolvimento de um cancro do Cólon tem uma relação muito directa com a alimentação que cada indivíduo faz. Assim, antes de aparecerem pólipos no intestino é possível observar que estes se podem localizar primeiramente no estômago. É importante, por isso, que todos façamos uma alimentação cuidada, evitando ao máximo as gorduras.
As “refeições da moda” servidas em Mc Donalds, TelePizzas, etc, são autênticas “bombas” ricas em gorduras. É curioso que são cada vez mais apreciadas, pelos mais jovens, este tipo de refeições, sendo possível observar que se verifica uma crescente obesidade entre crianças cada vez mais jovens.
Há uns anos foi feita uma experiência por um cidadão norte-americano. Esta consistia em realizar todas as refeições do dia no restaurante de fast food Mc Donalds. Após cerca de 2 semanas, o senhor submeteu-se a exames médicos, verificando que este tinha ganho muito peso e que ficou com danos irreversíveis em diversos órgãos. Este é um exemplo que serve para todos nós, lembrando as consequências que este tipo de alimentação pode provocar.
A vida sedentária que muitos portugueses levam, tem um contributo pesado nesta doença. Há que realizar exercício físico, dar longas caminhadas, a fim de evitar que o sofá seja o nosso melhor amigo. É importante mais uma vez lembrar que os produtos extremamente “saborosos” saturados em gorduras irão, mais cedo ou mais tarde, ter repercussões no nosso corpo, levando, por exemplo, a um cancro do Cólon.

Sunday, April 8, 2007

Prevenção do cancro do cólon

Quanto à prevenção dos cancros do aparelho digestivo pouco ou nada se pode fazer, sendo o cancro do cólon e do recto uma excepção. Assim, são várias as atitudes e tratamentos que são fundamentais para que não se dê o aparecimento de um cancro deste tipo. A prevenção do cancro cólorrectal inicia-se sobretudo com a modificação dos estilos de vida, sendo receitado um consumo moderado de álcool e a abstinência de fumar, comuns a muitos cancros.

ALIMENTAÇÃO E CANCRO DO CÓLON










O estudo de relações entre alimentação e cancro é uma das áreas mais desafiantes das ciências da nutrição e alimentação que se tem desenvolvido ao longo dos tempos. As causas ambientais são hoje consideradas como determinantes de grande parte de cancros e, entre elas, o modo de comer é relevante. O cancro, bem como outras doenças degenerativas, evidencia uma forte relação com a mudança dos estilos de vida e dos hábitos alimentares que vem sido implantados nos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Estudos feitos recentemente (divulgados na Conferência Multifactoriedade genética e ambiental no cancro familiar: implicações na prevenção e no diagnóstico precoce) revelam que a taxa de cancro do cólon nos países desenvolvidos, onde se adere cada vez mais ao fast-food e outras comidas ricas em gorduras, é muito superior à taxa do mesmo nos países menos desenvolvidos em que a nutrição é um problema, mas cujos alimentos não tornam os seus habitantes predispostos a um cancro do cólon.
A alimentação é, portanto, um dos factores a ter em conta na prevenção do cancro do cólon. Assim, muitos médicos oncológicos recomendam uma modificação na dieta dos seus pacientes, principalmente nos doentes que apresentam maior predisposição para desenvolver cancro do cólon, sendo adeptos da chamada dieta mediterrânica. Esta, praticada pelos nossos avós na Bacia do Mediterrâneo, com elevado consumo de hortaliças, cereais, frutos secos e leguminosas secas, utilizando o azeite em vez de outras gorduras, temperando com alho, limão e ervas aromática em vez de sal e com baixo consumo de carne vermelha, é uma alimentação rica em fibra, saudável, que proporciona uma boa qualidade de vida e uma baixa incidência de cancro do cólon.
As fibras solúveis (sobretudo da fruta e dos vegetais com grande capacidade para fixarem água) ou insolúveis (sobretudo dos cereais ), quer fermentáveis pelas bactérias dando origem a ácidos gordos que são benéficos para as células do cólon quer não fermentáveis e excretadas intactas, contribuindo para o aumento da massa fecal, previnem várias patologias (hipercolesterolémia, diabetes, obstipação, divertículose do cólon, cancro do cólon...) sendo fundamental aumentar o seu consumo no mundo que se deixou seduzir pelo fast-food.
Como conclusão é importante ter em conta a alimentação efectuada por todos, com vista a uma prevenção de doenças relacionadas com o aparelho digestivo, como é o cancro do cólon. É por isso necessário, aumentar o consumo de certos produtos como os que se apresentam na seguinte tabela:

Pacientes predispostos (Factores de risco)

São estes que devem ter um maior cuidado com a prevenção do cancro do cólon. Aqueles que apresentam factores considerados de risco (referidos anteriormente em Causas do Cancro do Cólon) para desenvolver um cancro deste tipo devem fazer todos os exames (diagnóstico) propostos pelo médico e estarem atentos a qualquer tipo de sintoma que possa caracterizar um cancro colorrectal.
Nestes casos, onde os indivíduos estão predispostos a formar pólipos e , por isso, a probabilidade de desenvolverem um cancro do cólon é grande é proposto pelos médicos uma colectomia preventiva, uma cirurgia que consiste na remoção da totalidade ou de parte do intestino grosso, ligando-se, depois o intestino delgado ao ânus. Também os pacientes cujo teste genético não tenha sido positivo, isto é, não sejam considerados de risco para desenvolver este tipo de cancro, podem recorrer a este tipo de prevenção.
Estas pessoas, e não só, também as que não são de risco, devem fazer as sua prevenção baseando-se nos conselhos dados pelos médicos especialistas, os gastrenterologista.
São muitos os estudos que se têm vindo a realizar para a descoberta de métodos eficazes para a prevenção do cancro do cólon. Estudos recentes concluíram que o uso regular de pequenas doses de aspirinas ou certos anti-inflamatórios, como por exemplo o sulindac, podem reduzir a formação de pólipos no intestino grosso, diminuindo, assim, a incidência de cancro do cólon.
É importante referir, mais uma vez, que a prevenção é o método mais eficaz para que não se desenvolva um cancro do cólon, sendo, por isso necessário estar atento a todos os sintomas e alterações do organismo (prevenção primária), bem como fazer um diagnóstico o mais precoce possível para evitar um evolução fatal do tumor.

Saturday, April 7, 2007

Diagnóstico do cancro do cólon

Como em qualquer doença, em especial o cancro é fundamental que o diagnóstico do cancro do cólon seja realizado o mais precocemente possível, com vista a uma rápida actuação dos médicos e tratamentos para que o tumor não avance de mais. O diagnóstico de um cancro deste tipo não é tão fácil como um cancro da mama devido ao difícil acesso ao órgão em questão, o intestino grosso. É, por isso, necessário a maior atenção às alterações no organismo e a realização de exames, com o objectivo de detectar o mais cedo possível um tumor, o que nem sempre é possível, uma vez que muitos só realizam os testes quando algum sintoma aparece, o que só ocorre quando o tumor está já numa fase muito avançada. Assim, são vários os exames disponíveis para o diagnóstico clínico de um cancro do cólon.


Endoscopia


A endoscopia digestiva consiste num método de investigação de doenças do esófago, estômago e intestinos, através de tubos flexíveis introduzidos pela cavidade oral ou anal. A primeira refere-se a uma endoscopia digestiva e a segunda a uma colonoscopia. Estes instrumentos permitem visualizar a mucosa (revestimento interno) do tubo digestivo e realizar análises detalhadas de algo suspeito, bem como realizar pequenas cirurgias, como a remoção de pólipos (polipectomia).




Colonoscopia

É um exame de curta duração, entre 15 a 30 minutos que consiste na visualização do interior de todo o intestino grosso (cólon), através da introdução de um tubo fino no ânus, com uma pequena câmara na extremidade. Este exame, embora de execução relativamente simples, pode ser realizado com ou sem recurso a uma leve anestesia geral de curta duração, a qual não requer habitualmente internamento hospitalar. Durante a colonoscopia podem ser removidos pequenos pólipos e/ou realizadas biópsias de lesões suspeitas. Normalmente, antes da realização deste exame, administra-se um sedativo, pelo que o doente não sente qualquer dor. Contudo, numa colonoscopia o médico tem a necessidade de insuflar algum ar no cólon, para obter melhores condições de observação, podendo esta situação tornar-se incómoda para o doente, uma vez que a sensação é semelhante à dor provocada por gases no intestino.


Sigmoidoscopia flexível


Este método de diagnóstico é feito para estudar o interior da parte fina do cólon. Na sua execução utiliza-se um tubo oco, flexível e iluminado, chamado sigmoidoscópio. Durante uma sigmoidoscopia pode introduzir-se, através do sigmoidoscópio, uma pinça de biopsias, sendo assim possível a recolha de tecido para posterior exame microscópico. Se detectar pólipos, estes serão removidos.
Este exame é bem tolerado pelos doentes, não se sentido muita dor, durante a sua realização. Além disso, as biopsias não causam, igualmente, qualquer dor, uma vez que são feitas em zonas insensíveis. Além disto, este exame é de curta duração, podendo realizar-se em apenas 10 minutos. Cerca de 65 % dos cancros colorrectais podem ser observados com um sigmoidoscópio flexível de fibra óptica. Se for detectado um pólipo que possa ser canceroso, examina-se a totalidade do intestino com um colonoscópio, pois este é mais comprido do que o sigmoidoscópio. É recomendável pelos médicos que este exame seja feito em intervalos de 5 anos, após os 50 anos.






Análises às fezes

Por vezes, o tumor ou os pólipos sangram, e através desta pesquisa podem ser detectadas pequenas quantidades de sangue nas fezes. Se nesta análise for detectado sangue, serão necessários testes adicionais para encontrar a origem do sangue. Há situações benignas, como as hemorróidas, que podem provocar sangue nas fezes. Durante estas são analisadas as fezes do paciente, procurando pequenas quantidades de sangue, um dos sintomas de cancro colorrectal. Para garantir resultados adequados o paciente é aconselhado a ter uma alimentação livre de carnes vermelhas durante os 3 dias anteriores à recolha da amostra de fezes

Analises ao Sangue / hematoquisia


As análises ao sangue efectuadas durante o diagnóstico de um cancro do cólon têm como principal finalidade detectar os designados marcadores tumorais, dos quais se podem referir o antigénio carcinoembrionário, o CA 19-9 e o CA 125. Os valores destas substâncias no sangue são elevados em 70 % dos doentes com um cancro colorrectal, sendo por isso indicadoras de um possível tumor em casos em que a sua concentração se demonstre elevada durante as análises ao sangue.


Clister Opaco


É um exame diagnóstico onde uma certa quantidade de líquido (bário) é introduzida no cólon sob a forma de clister. Este exame permite delinear o cólon através de imagens obtidas nos raios X. O exame provoca uma sensação semelhante a um vulgar clister, isto é, uma sensação de distensão abdominal. A realização destes exames implica a limpeza prévia do intestino recorrendo-se para isso a uma preparação com laxantes.
Por vezes, procede-se, também, à investigação e análise de outros órgão, normalmente atingido pela metastização do cancro do cólon, como são o fígado e os pulmões. Para a análise destes órgãos recorre-se a raios - X pulmonares, testes da função hepática, por exemplo.



Os pacientes que não têm qualquer factor de risco devem efectuar anualmente um toque rectal e uma pesquisa de sangue oculto nas fezes, começando aos 40 anos e durante os 10 anos seguintes. Aos 50 anos deverá ser-lhe efectuada uma sigmoidoscopia flexível. Se esta for normal, repetir-se-á cada cinco anos. Em alternativa, este grupo de pessoas (sem factores de risco) pode ser rastreado através de um clister opaco cada 5 a 10 anos ou de uma colonoscopia cada 10 anos.
Quem estiver em situação de risco aumentado para o desenvolvimento de cancro colorrectal deve fazer-se rastrear por métodos que permitam a visualização do cólon e do recto em toda a sua extensão.

Friday, April 6, 2007

Genes do cancro do cólon

Gene p53


O gene supressor tumoral p53, localizado no cromossoma 17, que codifica a proteína correspondente é encontrado em aproximadamente 50% de todos os tumores humanos, tornando-se assim o gene que mais vezes se altera. Já há cerca de 50 tipos de diferentes tumores que se originam a partir da mutação deste gene, incluindo o cancro do Cólon. Estas mutações são encontradas em cerca de 70% dos cancros cólon-rectais.
Esta proteína induz o ciclo celular, portanto a multiplicação das células, e a apoptose – morte das células.
Tal como o gene RB – que induz o crescimento celular – o p53 codifica uma proteína que facilmente se liga ao DNA. Pode também chamar-se um gene intermédio pois este faz a ligação e interacção com outros genes.
A presença de uma mutação do gene p53 indica que esse tipo de cancro está na sua forma mais agressiva e portanto, a esperança de sobrevivência é menor.


Mas, tal como todos os genes, o p53 também tem a sua função antes de ser mutado. Assim, este pode ser um gene muito importante na prevenção de tumores pelo facto de, em experiências laboratoriais, se ter verificado que a colocação de um gene p53 normal em células tumorais resultava numa importante diminuição do tamanho do tumor. Isto indica que a colocação do gene p53 normal nos tumores dos pacientes com cancro, usando terapia genética utilização de genes normais – poderá tornar-se num tratamento possível de aplicar em doentes com cancro.
Tal como já foi referido, a principal função deste gene é manter a integridade do código genético, mais particularmente, na manutenção da mesma sequência de nucleótidos ao longo de toda a cadeia de DNA, cuja estrutura deve ser a mesma em todas as células. Deste modo, a sequência de acontecimentos que se dá e que traduz a forma como a proteína actua é a seguinte:
· Durante a divisão celular, a proteína p53 faz uma verificação quanto à possível ocorrência de uma mutação no código genético – que se traduz num erro de replicação do DNA, codificando uma proteína com uma função diferente.



· Se a mutação ocorrer é a proteína p53, através do desencadeamento de um coinjunto de reacções, que activa as proteínas de reparação de forma a colocar o DNA na sua forma correcta.



· No caso de o DNA já se encontrar demasiado danificado cabe à proteína p53 impedir que a célula em causa entre em mitose e complete e divisão celular. Uma dessas acções pode caracterizar-se pela morte da célula através de apoptose ou uma outra forma de controlar esta divisão.

É devido a estes factos que a proteína p53 é classificada como supressora de tumores, desempenhando um papel importante na manutenção da integridade do genoma.


Gene APC


Poucas são as informações disponíveis sobre este gene, mas sabe-se que este é o gene responsável pelo aparecimento do cancro do cólon (para além do gene p53 causadores de diversos tipos de cancro entre os quais o cancro do Cólon).
Na figura A e B é possível comparar a sequência alterada de um adenoma, mais precisamente no codão 842. Na figura C está esquematicamente representado os resultados de uma técnica denominada DNA fingerprint ou impressões digitais genéticas. Assim, a partir de uma pequena amostra de material biológico que contenha material genético é possível fazer a extracção do DNA. Seguidamente utilizam-se enzimas de restrição – enzimas que fragmentam o DNA por hidrólise em locais específicos. A especificidade é dada pela sequência de nucleótidos que a enzima reconhece fragmentando o DNA sempre que encontra essa sequência – que fragmentam o DNA em pequenos pedaços. Os cortes ocorrem nas zonas de restrição. Os diferentes fragmentos obtidos terão tamanhos diferentes, que variam de indivíduo para indivíduo. Colocando estes fragmentos num meio apropriado, por exemplo um gel (específico para este tipo de experiências em laboratório), e submetendo-os a um campo eléctrico, eles vão deslocar-se com velocidades diferentes (quanto maior for o fragmento de restrição, menor mobilidade ele tem no gel). Através de métodos apropriados de visualização podem localizar-se esses fragmentos e identificar o individuo pelo número de fragmentos em que o seu DNA foi dividido. Através dessa localização dos fragmentos é possível identificar aqueles que possuem um pedaço no local que pertence à anomalia verificada no gene APC. Assim, os indivíduos 2, 3 e 4 estão afectados pelo facto de possuírem um fragmento (indivíduos 3 e 4) ou dois fragmentos no caso do indivíduo 2.

Thursday, April 5, 2007

Tratamento do cancro do cólon

O tratamento do cancro colo-rectal pode envolver cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Algumas pessoas fazem uma combinação de tratamentos. O cancro do cólon é, por vezes, tratado de modo diferente do cancro do recto. Os tratamentos para o cancro do cólon e do recto serão descritos em separado.
Em qualquer estádio do cancro colo-rectal, podem ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos.

- CIRURGIA

- A cirurgia é o método mais comum para o tratamento do cancro colo-rectal. É um tipo de tratamento local: trata o cancro, no cólon e no recto e na zona perto do tumor.

- Um pequeno pólipo maligno pode ser removido do cólon ou da zona superior do recto, com um colonoscópio. Alguns pequenos tumores, na porção inferior do recto, podem ser removidos, através do ânus, com um colonoscópio.

- Para um cancro maior, o cirurgião faz uma incisão no abdómen, para remover o tumor e uma parte saudável do cólon ou recto, para ter margens de segurança. Também podem ser removidos alguns gânglios linfáticos vizinhos. O cirurgião verifica o resto do intestino e o fígado, para ver se o cancro está metastizado.

- Quando uma porção do cólon ou do recto é removida, o cirurgião pode, geralmente, ligar as partes saudáveis. No entanto, por vezes esta ligação não é possível; neste caso, o cirurgião cria uma nova "via", por onde as fezes serão eliminadas do organismo. O cirurgião cria uma abertura, ou estoma, na parede do abdómen; liga a extremidade superior do intestino ao estoma e fecha a outra extremidade. A operação, para criação de um estoma, chama-se colostomia. Prende-se, com um adesivo especial, e coloca-se um saco junto ao estoma, para recolher as fezes.

- Para a maioria das pessoas, a colostomia é temporária. É apenas necessária até que o cólon ou o recto cicatrizem da cirurgia. Após a recuperação, o cirurgião volta a ligar as partes do intestino e fecha o estoma. Algumas pessoas, especialmente aquelas que apresentavam um tumor na parte inferior do recto, necessitam de uma colostomia permanente.

- QUIMIOTERAPIA

- A quimioterapia consiste na utilização de fármacos, para matar as células cancerígenas. A quimioterapia pode ser constituída apenas por um fármaco ou por uma associação de fármacos. Os fármacos podem ser administrados oralmente, sob a forma de comprimidos, ou através de uma injecção intravenosa, na veia. Em qualquer das situações, os fármacos entram na corrente sanguínea e circulam por todo o organismo: é a chamada terapêutica sistémica.

- A quimioterapia é, geralmente, administrada por ciclos de tratamento, repetidos de acordo com uma regularidade específica, de situação para situação. O tratamento pode ser feito durante um ou mais dias; existe, depois, um período de descanso, para recuperação, que pode ser de vários dias ou mesmo semanas, antes de fazer a próxima sessão de tratamento.

- A maioria das pessoas com cancro, faz a quimioterapia em regime de ambulatório (no hospital, no consultório do médico ou em casa), ou seja, não ficam internadas no hospital. No entanto, algumas pessoas podem precisar de ficar no hospital, internadas, enquanto fazem a quimioterapia. A pessoa pode fazer apenas quimioterapia, quimioterapia antes ou depois da cirurgia, radioterapia ou ambas. Quando a quimioterapia é administrada antes da cirurgia, é chamada de terapêutica neo-adjuvante; o objectivo é diminuir o tamanho do tumor.

- A quimioterapia administrada logo após a cirurgia, é chamada de terapêutica adjuvante; o objectivo é destruir quaisquer células cancerígenas remanescentes e prevenir uma recidiva do tumor, no cólon, no recto ou noutro local. A quimioterapia também é usada para tratar pessoas com doença avançada e, neste caso, o intuito é apenas paliativo, ou seja, para controlar a doença e/ou sua sintomatologia

RADIOTERAPIA

- A radioterapia é um tratamento local e, como tal, afecta apenas as células cancerígenas na zona tratada; usa raios de elevada energia, para matar as células cancerígenas. O médico pode usar vários tipos de radioterapia. Em determinadas situações, pode ser administrada uma combinação de diferentes tratamentos com radioterapia:

- Radiação externa: a radiação provém de uma máquina. Para este tratamento, a maioria das pessoas vai ao hospital ou clínica. Geralmente, os tratamentos são realizados durante 5 dias por semana, durante várias semanas. Em alguns casos, é administrada radioterapia externa, durante a cirurgia.

- Radiação interna (radiação por implante ou braquiterapia): a radiação provém de material radioactivo contido em sementes, agulhas ou finos tubos de plástico, que são colocados directamente no local do tumor ou perto. Para fazer radiação por implante o doente fica, regra geral, internado no hospital. Os implantes permanecem no local durante vários dias; são retirados antes de ir para casa.

Efeitos secundários do tratamento no cancro do cólon

Tendo em conta que, provavelmente, o tratamento do cancro danifica células e tecidos saudáveis surgem, assim, os efeitos secundários. Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão (se são tratamentos locais ou sistémicos). Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, mesmo que estejam a fazer o mesmo tratamento. Por outro lado, os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte.


CIRURGIA

Os efeitos secundários da cirurgia dependem, essencialmente, do tamanho e localização do tumor, bem como do tipo de operação. O tempo necessário para a recuperação é diferente de pessoa para pessoa. A maioria das pessoas sente algum desconforto nos dias seguintes à cirurgia. No entanto, já há formas de controlar a dor (analgésicos).
É normal sentir-se cansado ou fraco durante algum tempo. A cirurgia também pode causar obstipação ou diarreia. As pessoas que façam uma colostomia podem ter irritação da pele em volta do estoma.


QUIMIOTERAPIA

A quimioterapia afecta tanto as células normais como as cancerígenas.
Os efeitos secundários da quimioterapia dependem, principalmente, dos fármacos e doses utilizadas. Em geral, os fármacos anti-cancerígenos afectam, essencialmente, células que se dividem rapidamente, como sejam:
· Células do sangue: estas células ajudam a "combater" as infecções, ajudam o sangue a coagular e transportam oxigénio a todas as partes do organismo. Quando as células do sangue são afectadas, havendo diminuição do seu número total em circulação, a pessoa poderá ter maior probabilidade de sofrer infecções, de fazer "nódoas-negras" (hematomas) ou sangrar facilmente, podendo, ainda, sentir-se mais fraca e cansada.
· Células dos cabelos/pêlos: a quimioterapia pode provocar a queda do cabelo e pêlos do corpo. No entanto, este efeito é reversível e o cabelo volta a crescer, embora o cabelo novo possa apresentar cor e "textura" diferentes.
· Células do aparelho digestivo: a quimioterapia pode causar falta de apetite, náuseas e vómitos, diarreia e feridas na boca e/ou lábios; muitos destes efeitos secundários podem ser controlados com a administração de medicamentos específicos.


RADIOTERAPIA

Os efeitos secundários da radioterapia dependem, essencialmente, da dose e do tipo de radiação, bem como da parte do corpo que vá ser tratada. Por exemplo, se a radiação incidir no abdómen e pélvis, pode provocar náuseas, vómitos, diarreia, sangue nas fezes, incontinência fecal e desconforto ao urinar. Adicionalmente, a pele, na área tratada, pode tornar-se vermelha, seca e sensível. Poderá, também, perder o cabelo e/ou pêlos da zona tratada.
Durante a radioterapia, poderá sentir-se muito cansado, particularmente nas últimas semanas de tratamento. O descanso é importante, mas, geralmente, o médico aconselha as pessoas a manterem-se activas, dentro do possível. Os efeitos da radioterapia, na pele, são temporários, e a zona irá sarar, gradualmente, assim que termine o tratamento. Pode, no entanto, haver uma alteração duradoura na cor da pele. Se tiver um efeito secundário particularmente grave, poder-lhe-á ser sugerida uma interrupção do tratamento.

Saturday, March 31, 2007

Cancro do cólon e alimentação...que relação?

Um estudo europeu, publicado na revista do Instituto Internacional de Oncologia, reforça a tese de que o consumo de carne vermelha pode provocar cancro no cólon. Os alimentos incluem as carnes de vaca, borrego, porco e derivados como o bacon e o presunto.O centro Investigação Prospectiva sobre o Cancro e Nutrição da Europa (Epic) diz ter encontrado novas provas de que a carne vermelha processada pode levar ao desenvolvimento da doença: «Há já algum tempo que suspeitávamos que os níveis elevados de consumo de carne vermelha e processada estavam associados ao cancro nos intestinos. Agora, temos certeza de que há uma relação séria, já que esse foi o maior estudo do género realizado na Europa», disse à BBC Sheila Bingham, uma das autoras.
Os cientistas da instituição observaram os hábitos alimentares de mais de 500 mil pessoas na Europa ao longo de dez anos. A conclusão é que as que comem mais de duas porções de 80 gramas de carne por dia correm 35 por cento mais riscos de desenvolver a doença do que os que comem apenas uma (ou menos de uma) porção por semana.
Há alguns anos que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um consumo maior de peixe e menor de carne.
Os cientistas, no entanto, perceberam que os riscos de desenvolver cancro no cólon são menores entre as pessoas que ingerem muitas fibras por meio de alimentos como verduras, frutas e cereais. Apesar do ser humano ingerir carne vermelha há milhares de anos, os cientistas acreditam que nos tempos actuais o consumo do alimento, juntamente com altos índices de gorduras e hidratos de carbono, esteja a aumentar os riscos de doenças como o cancro nos intestinos.


in MNI-Médicos Na Internet, traduzido e adaptado por Paula Pedro Martins