
Monday, April 23, 2007
O que é a Próstata?

Sunday, April 22, 2007
O que é o cancro da Próstata?
Embora muito frequente, ainda é desconhecida a causa exacta para o cancro da prostata.
Saturday, April 21, 2007
Evolução do cancro da Próstata: sistema de classificação de Gleason
O princípio é bastante simples: a graduação de Gleason vai desde as células muito diferenciadas até as pouco diferenciadas, sendo esta caracterização feita pela observação ao microscópio. Para uma boa classificação deve-se ter em atenção alguns pormenores que só se conseguem ver após muito treino e experiência em oncologia.
O esquema seguinte demonstra a graduação da degradação de uma célula cancerosa:

▪ Níveis 1 e 2: Estes dois graus estão juntos pois a as células ainda são muito parecidas às células normais da glândula da próstata. Estes graus são os menos importantes pois ocorrem em grande parte da população e (porque – não ponhas isto) apenas apresentam um prognostico um pouco mais benéfico que o grau três. No grau 1 as células ainda estão agregadas, sendo que no grau 2 as células já estão um pouco mais separadas.
▪ Nível 3: Este é o grau mais comum e é considerada a fase moderadamente indiferenciada (já um pouco mais indiferenciada do que no grau 1 e 2). Isto ocorre porque os três graus possuem uma unidade glandular normal, como a próstata normal. Assim, cada célula faz parte de uma fila circular que forma uma cápsula de uma área central, o lúmen. Este contém uma secreção normal da próstata; cada unidade glandular é rodeada por um músculo que mantém a unidade glandular afastada. Em contrate com o segundo grau, há uma invasão da glândula para o estroma.
▪ Nível 4: Este é, provavelmente, o grau mais importante porque é o mais comum, pelo facto de existirem muitos casos actualmente e porque o prognostico dos doentes atinge um estado muito pior que em qualquer outro nível anterior. Existe também uma grande perca da arquitectura. Há, pela primeira vez, a perca da unidade glandular. De facto, o grau quatro é identificado, basicamente, pela perca da capacidade da formação das unidades glandulares. Este simples conceito não passa disso pois, na prática, é bastante complexo. Esta complexidade deve-se ao facto de cada corpo manifestar de forma diferente da construção das partes normais e destruição por arte das células cancerosas. Sendo o grau 4 o grau mais abrangente de todos é, então, mais difícil identificar sendo necessária bastante experiência.
▪ Nível 5: O processo de desdiferenciação é um passo significativo para um pobre prognóstico. A sua importância para a população em geral é reduzida devido a ser menos comum do que o grau 4, e é raramente visto em homens cujo diagnóstico foi precoce. Nesta fase, apesar das diferentes formas de evolução, todas apresentam algo em comum: a falta de capacidade das células de se agruparem e formarem uma glândula.
Quando um patologista analisa um cancro da próstata deve ver os padrões celulares mais vulgares e assim classifica-lo consoante a incidência de cada tipo. Podendo haver mais que um tipo aparentemente predominante cabendo ao patologista de os classificar como o que existe me maior incidência ou menor.
Ao desenvolver o seu sistema, o Dr. Gleason descobriu que ao dar uma combinação de classificações dos dois padrões mais comuns, que ele conseguia ver numa espécime de qualquer paciente, ele podia prever melhor se o paciente iria melhorar ou piorar. Por isso, a classificação de Gleason é uma combinação ou soma de dois números. Estas somas ou combinações de Gleason são determinadas da seguinte maneira:
1 - O resultado mais baixo de Gleason é 2 (1+1), quando ambos os padrões primários e secundários de Gleason tem uma classificação de 1 e por isso quando somados a combinação dá 2
2- Resultados muito típicos de Gleason poderão ser 5 (2+3) onde o padrão primário tem 2 e o padrão secundário tem 3 ou então 6 (3+3), um padrão puro que mais prevalece
3- Outro resultado típico de Gleason poderá ser 7 (3+4), onde o padrão primário tem o nível 3 e o segundo padrão tem grau 4.
4- Finalizando a possibilidade mais alta, 10 (5+5), quando o primeiro e o segundo padrão possuem o nível mais alto da graduação de Gleason.
Resumindo, quanto mais baixo os valores da graduação de Gleason melhor, e a menos tratamento terá que o paciente fazer.
Friday, April 20, 2007
Sintomas do cancro da Próstata
- Aumento de frequência do acto de urinar (principalmente durante a noite por irritação da bexiga).
-Dificuldade ou mesmo impossibilidade em urinar (devido ao "aperto" da uretra pela Próstata).
-Dificuldade em iniciar ou suspender o acto de urinar.
-Jacto urinário com pouca força ou mesmo com interrupções.
-Dor ou ardor ao urinar.
-Dor ao ejacular.
-Sangue na urina ou no esperma.
A existência de sintomas não significa a presença de cancro da prostata, e felizmente na maioria dos casos as soenças são benignas. Apesar disto, é sempre importante ser diagnosticado por um médico especialista sempre que aparecerem estes sintomas. Esta doença aparece em homens com idade igual ou superior a 50 anos, mas para além de ser uma percentagem ínfima, e cada vez mais frequente em jovens.
Thursday, April 19, 2007
Doenças benignas da próstata
• Infecção ou prostatite: infecção da glândula, em que os sintomas são grande dificuldade em urinar com ardor ou dor, febre e queda do estado geral. É, frequentemente, o primeiro sinal de doença na prostata.
• Hipertrofia benigna da próstata (HBP): Surge a partir dos 50 anos. È uma doença prostatica benigna que tem como sintomas a diminuição do acto de urinar e do jacto urinário. Dificuldade em iniciar o acto miccional podendo chegar à retenção urinaria.
Felizmente, na maioria dos casos o aumento de volume da prostata não é uma situação grave e maligna, mas outra doença caratcteristica dos mesmos sintomas do cancro da prostata, como as referidas anteriormente.
Felizmente, na maioria dos casos o aumento de volume da prostata não é uma situação grave e maligna, mas outra doença caratcteristica dos mesmos sintomas do cancro da prostata, como as referidas anteriormente
Á medida que a idade do homem avança, e principalmente a partir doa 40 anos, é normal aumento do volume da prostata, que pode ser acompanhada por sintomas, mas o frequente é não aparecerem.
O aumento de volume desta glândula faz que haja um apertar da uretra, canal por onde corre a urina, causando assim a dificuldade em urinar, já referida. Por isso um dos sintomas é a necessidade de urinar mesmo quando há uma quantidade pouco significativa de urina.
- Jacto urinário com pouca força ou mesmo com interrupções.
- Dificuldade em iniciar o acto de urinar.
- Urgência em urinar com dificuldade em conter a urina.
- Urinar mais vezes, sobretudo durante a noite.
O tamanho da prostata não esta sempre relacionada com o aparecimento de sintomas. Existem homens com a prostata pouco aumentada e que apresentam sintomas, existindo também a situação inversa.
Uma HBP grave e não tratada pode ter graves consequências: Pode dificultar a cura e controle da doença bem como lesar órgãos relacionados, como rins e bexiga.
Diagnóstico da HBP
O diagnóstico desta doença é idêntico, ao realizado para um Cancro da Próstata, e será posteriormente referido.
Pode existir risco de haver cancro da prostata, por isso e vantajoso fazer o diagnostico frequentemente. Se não houver esse risco deve fazer-se a medicação especifica da doença.
Em casos em que a situação se agrava, utilizam-se antibióticos para combater infecções da bexiga, que aparecem frequentemente nestes casos. Como há um aumento de volume, utilizam-se medicamentos para atenuar e para baixar esse volume.
Quando os medicamentos não fazem efeito, recorre-se à cirurgia, na qual se utilizam métodos de excisão total ou parcial da prostata
Wednesday, April 18, 2007
Diagnóstico do cancro da próstata

PSA (Prostate Specific Antigen)
O PSA é um antigénio produzido pela prostata. Este teste requer uma analise ao sangue que detecta os níveis desse antigénio. Normalmente está a 4.0 nanogramas por milímetro, qualquer alteração deste valor pode ser indicio de cancro da prostata. Também o adenoma da prostata faz subir este valor.
Este exame, embora não tenha uma especificidade absoluta, tem sido nos últimos anos um precioso auxiliar na detecção desta doença.

Ecografia prostática
No caso de se verificarem existir aspectos suspeitos, o passo seguinte é normalmente a execução de uma biopsia prostática.

Biopsia prostática
Trata-se de um exame em que com o auxilio de uma agulha especila é feita a recolha de um pedaço da prostata suspeito de ter cancro.A agulha e guiada por um aparelho ecografico e a amostra tirada é analisada num laboratório de anatomopatologia que ira definir o diagnostico.

Tuesday, April 17, 2007
Tratamento do cancro da próstata
Fundamentalmente, utilizam-se quatro métodos de terapêutica:
- Cirurgia, em que se faz a remoção do cancro.
- Radioterapia, em que se sujeitam as células cancerosas a uma radiação intensa e dirigida para destrui-las. Inclui dois tipos:
- Radioterapia externa: aplicação de radiações a partir de uma fonte externa (é a radioterapia mais utilizada na generalidade das situações, que não o cancro da Próstata);
- Braquiterapia ou “sementes” como muitas vezes são designados pequenos fragmentos de material emissor de radiações que são colocados na Próstata
- Crioterapia, em que se provoca o congelamento da Próstata para destruir o cancro e provocar a sua saída pelas vias naturais.
- Tratamento hormonal, em que o doente toma uma combinação de hormonas destinadas a parar o crescimento das células cancerosas.
Estes tratamentos têm riscos, que devem ser ponderados pelo médico e discutidos com o paciente.
Monday, April 16, 2007
Consequências
Disfunção intestinal – pode levar a diarreias e perca total do controlo sobre os músculos intestinais.
Disfunção eréctil – esta disfunção é causada pois os nervos e linhagens que controlam a erecção são muito sensíveis e com os tratamentos ficam com uma espécie de trauma que passa após alguns meses do final do tratamento.
Infertilidade – o homem após o tratamento do cancro da Próstata fica estéril porque durante o tratamento ou são retirados dois órgãos fundamentais para que o homem seja fértil, Próstata e vesícula seminal, ou porque com a radiação, os mesmos órgãos deixam de produzir as secreções indicadas para o esperma ser fértil.
Efeitos secundários da terapia hormonal - decréscimo do desejo sexual, disfunção eréctil, fadiga, osteoporose, ganho de peso e perca de massa muscular, anemia, percas de memoria.
